terça-feira, 16 de outubro de 2018

Relato de parto Maria Eduarda

É textão, é desabafo, é pra refletir!
Em agosto de 2017 me mudei e começaram as "cobranças" do segundo filho, eu ainda insegura com a ideia, não sabia nem o que responder, mesmo desejando ser mãe novamente, ainda não estava preparada para passar novamente por uma gestação, não que a primeira tenha sido difícil, pelo contrário, foi maravilhosa saúde perfeita, bebe saudável, alto estima elevada, amei ser gestante, mesmo assim encarar tudo novamente não era fácil! Engordei muito na primeira gestação e alguns comentários me assustaram ao ponto de mudar a minha visão, se durante a gestação eu me achava linda, após isso me senti completamente estranha, nem as fotografias eu gosto de ver! Não sabia como tinha deixado chegar a esse ponto e então passei a fazer dieta e exercício... justamente em agosto de 2017 eu estava na minha melhor forma, não que meu corpo estivesse perfeito, mas estava excelente pra mim, eu me gostava e por isso a ideia de engravidar novamente me aterrorizava, era difícil saber que após a gestação eu teria que enfrentar tudo novamente pra tentar me sentir melhor! Mesmo assim resolvi encarar meu marido me apoiava e queria mto tbm, após conversar com meu obstetra, recebi algumas recomendações e só deveria tentar engravidar a partir de novembro... durante esses três meses mudei diversas vezes de ideia sobre engravidar ou não... novamente decidi seguir em frente! Dia 19 de novembro tirei meu DIU e para minha surpresa minha DUM é 24 de novembro. Bem mais rápido do que eu esperava... e foi assim, no dia 25 de dezembro anunciamos a gravidez!
Quando você acha que já conhece todas as respostas a vida vem e muda todas as perguntas! E desde o começo tudo foi diferente! Todo mundo diz que uma gestação é diferente da outra, mas eu nunca imaginei que a diferença fosse tão grande. Os enjoos e o crescimento da barriga foram bem parecidos, mas eu era outra! Outra pessoa, outra fase, outra barriga, outro mundo. Só quatro anos se passaram e parece que foram décadas. Minha cabeça conhecia caminhos desconhecidos que na primeira gestação não estavam em mim, meu corpo “sabia” o que esperar, minha mente sabia o que viria pela frente, isso foi o que eu imaginei... Diferente da primeira eu não era mais aquela mulher, o pouco de experiência serviu para me aterrorizar, para abrir meus olhos, para trazer meus medos, para me fazer refletir, me levou por caminhos tortuosos. Na primeira vez minha Nina resolveu nascer com 39 semanas e 2 dias, sem nenhum sinal ela resolveu dar as caras e em menos de 9h ela estava em meus braços... foi bem “fácil”, parecia mágico. E todo o desfecho foi tão perfeito que era difícil entender como algumas mulheres não gostavam da barriga, das sensações, da gestação em si. Era difícil entender como um mundo tão lindo pra mim era tão torturante para outras. E então eu conheci de perto... eu a menos ansiosa de todas esperei por ela desdas 36 semanas, a barriga desceu, inúmeras “dores de barriga”, as contrações ritmaram e “desritmaram” ... mas ela so veio com 41 semanas e 1 dia! Assim como na outra gestação ouvi absurdos que me deixavam com raiva, eu não estava bem então qlq palavra negativa era como uma apunhalada! Ouvi que eu estava bem "maior" desta vez, que eu era louca por esperar o parto natural, que no fim terminaria em cesária (o que não teria problema nenhum, só não queria escolher por uma cirurgia se tenho a opção de escolher o natural)... ouvi mta coisa! Todos queriam saber qnd ela viria e super "ajudavam" na minha ansiedade... eu já não aguentava mais os telefonemas, as mensagens e os olhares me achando a louca do parto natural! É claro que tbm recebi mto apoio.. mas a negatividade é mto grande!! Dia 8 de setembro acordei às 3h43 com cólica e não dormi mais... arrumei a casa e umas 10h as cólicas ficaram mais fortes e mais frequentes!! Qnd observei já estava há 1h com contrações de 3 em 3 minutos... sob orientação do obstetra fui à maternidade!!! A médica ao me atender disse q eu ia demorar muito para parir pq a minha "carinha" não era de qm estava em trabalho de parto... pra surpresa dela eu já estava com 8 cm de dilatação... msm assim ela disse que a bebê estava mto alta e ia demorar! Mas um anjo que me acompanhou da hora que eu cheguei até o nascimento, a enfermeira, me acalmou e disse que não era pra eu pensar nisso, que eu era calma e a bebê viria rapidinho!! Fomos pro quarto isso era 12h40... o atendimento foi bem rápido! Fiquei queitinha com minhas contrações e minha base, o Vinicius, sempre me massageando e me distraindo... logo encontrei minha posição de cócoras segurando a banheira (mas do lado de fora porque não tava cheia) e aí ela veio... um puxo ela coroou e estourou a bolsa, no segundo ela escorregou... e a enfermeira que me acompanhava a pegou... foi tão rápido que estávamos só nós três no quarto e nem luva ela tinha! A médica "linda" enfiou o rabinho entre as pernas e veio correndo ver... mas logo meu querido médico, Dr Rogério, chegou e terminou os procedimentos... o cordão foi cortado pelo pai e a placenta saiu na sequência... levei 2 pontos... a laceração foi bem pequena! O parto apesar de diferente foi rápido como o primeiro!
Minha caçula veio para mostrar que eu não entendo nada de nada, que tudo é realmente novo, que as perguntas são outras, que o que eu sabia antes eu já não sei mais! Pra quem está de fora nossos nove meses pareceram perfeitos, mas só nós sabemos o que enfrentamos aqui dentro! Perdão Duda... não consegui ser quem eu era há quatro anos atrás e isso me fez muito mal, só Deus sabe como me cobrei por não me sentir bem, mas o amor que sinto por você é imenso, isso não tem a ver com amor! Minha vida já não tem sentido sem vocês! Sua irmã me ensinou a ser mãe, você tem me ensinado a ser melhor. Você está me reinventando... e me mostrando que as vezes precisamos visitar mundos desconhecidos pra chegar onde precisamos! Te receber foi maravilhoso, me senti outra mulher, acabou aquele sofrimento, pude me olhar no espelho novamente.. ainda tenho mto o que enfrentar pra me sentir bem, ainda tenho muito o que descobrir, mas só de ter vcs comigo tudo é mais fácil!! Obrigada Vinicius, Nina e Duda, e toda a família (de sangue e de coração) estou bem longe de ser perfeita, mas já aprendi que não podemos julgar ninguém e temos sim que tomar cuidado com o que falamos, as palavras têm poder! #EscreverLiberta #AcolheOutrasPessoas #Encoraja #MaternidadeReal

segunda-feira, 3 de setembro de 2018

Segunda gestação!

Quando você acha que já conhece todas as respostas a vida vem e muda todas as perguntas! É, e foi assim, é assim... desde o começo tudo foi diferente! 

Todo mundo diz que uma gestação é diferente da outra, mas eu nunca imaginei que a diferença fosse tão grande assim. Os enjoos e o crescimento da barriga foi bem parecido, mas eu era outra! Outra pessoa, outra fase, outra casa, outra barriga, outro mundo. Só quatro anos se passaram e parece que foram décadas. Minha cabeça conhecia caminhos desconhecidos que na primeira gestação não estavam em mim, meu corpo “sabia” o que esperar, minha mente sabia o que viria pela frente, isso foi o que eu imaginei... Diferente da primeira eu não era mais aquela mulher, o pouco de experiência serviu para me aterrorizar, para abrir meus olhos, para trazer meus medos, para me fazer refletir, me levou por caminhos tortuosos. 

Na primeira vez minha Nina resolveu nascer com 39 semanas e 2 dias, sem nenhum sinal ela resolveu dar as caras e em menos de 9h ela estava em meus braços... foi bem “fácil”, parecia mágico. E todo o desfecho foi tão perfeito que era difícil entender como algumas mulheres não gostavam da barriga, das sensações, da gestação em si. Era difícil entender como um mundo tão lindo pra mim era tão torturante para outras. 

E então eu conheci de perto... minha Duda ainda está aqui comigo, graças à Deus saudável. Eu a menos ansiosa de todas estou há quatro semanas esperando... a barriga já desceu faz tempo, já tive inúmeras “dores de barriga”, as contrações já ritmaram e “desritmaram” há semanas. Mas minha caçula está vindo pra me mostrar que eu não entendo nada de nada, que tudo será realmente novo, que as perguntas são outras, que o que eu sabia antes eu já não sei mais! 

Vem filha, pra quem está de fora nossos nove meses pareceram perfeitos, só nós sabemos o que enfrentamos aqui dentro! Perdão... não consegui ser quem eu era há quatro anos atrás, mas o amor que sinto por você é imenso! E minha vida já não tem sentido sem você! 

Sua irmã me ensinou a ser mãe, você tem me ensinado a ser melhor. Você está me reinventando... e me mostrando que as vezes precisamos visitar mundos desconhecidos pra chegar onde precisamos! Vem filha, talvez eu já esteja preparada para te receber, estamos ansiosos, quero sentir seu cheiro, olhar seus olhinhos, te dar todo o carinho que eu puder! Não existe mais vida sem vocês.



quarta-feira, 8 de agosto de 2018

Agosto Dourado - Amamentação

Último dia da semana do aleitamento materno, mas nunca é tarde pra contar minha história! Me preparei muito pro parto natural e me esqueci da amamentação, depois de parir a Marina, amamentar foi uma tortura, os primeiros 7 dias foram difíceis, na primeira tentativa desmaiei de dor, não entendia como as mulheres sentiam amor, mesmo depois de ter passado pela dor do parto, a dor da amamentação era infinitamente maior, mas aí passou e foram 2 anos e 1 mês amamentando minha pequenina! No começo era difícil, cansativo! Parecia que minha força ia com ela e como era chato qnd as pessoas olhavam e diziam que ela estava com fome (me preparando psicologicamente pra passar por isso de novo), criticavam como eu segurava minha filha, diziam que eu deveria acordá-la pra mamar, que ela não ganhava peso, que era preciso arrotar, que eu não deveria comer um milhão de coisas (nunca deixei de comer nada e a Nina nunca teve cólicas). Enfim, muitos não sabem mas até o meu retorno ao trabalho passei a ser doadora de leite, um ato muito importante que me orgulho de ter conseguido participar, mesmo que por poucos meses! Parei, pois qnd retornei ao trabalho tirava leite para a Nina, mantendo exclusivamente o aleitamento materno, era difícil, era constrangedor, as pessoas me olhavam como se eu fosse louca, mas o sacrifício valeu a pena! Não tenho nada contra a introdução de formulas quando preciso, mas se eu podia, porque não tentar... então veio a fase dos dentes, cada dente novo era uma mordida, uma dor e uma bronca na pequena mordedora e foram passando os dias e aí tudo ficou gostoso... minha pequena queria chamego, colo, a mamãe, o tete... retornar do trabalho, acordar cedo, esses eram nossos momentos e foram se espaçando até que no último mês ela mamava uma vez por semana, foi aí que entendia que era hora de parar! E simplesmente paramos e criamos outros vínculos, outra maneira de chamego! Foi bom, vai ser eterno! E já me preocupo com a Amamentação da Duda, depois conto como foi! #QueVenhaAVezDaDuda #AgostoDourado #AleitamentoMaterno #Amor #AmamentaçãoNina #Nina3Anos #Duda36Semanas #Gestação #TodaMãeÉMãe

sábado, 30 de junho de 2018

Sobrecoxa de Frango Agridoce - Panelinha

Frango agridoce com shoyu e mel, chips de batata doce, creme de milho e arroz com açafrão!



SOBRECOXA DE FRANGO AGRIDOCE - Panelinha

INGREDIENTES
  • 8 sobrecoxas de frango com a pele (cerca de 1,2 kg)
  • 1 dente de alho
  • ¼ de xícara (chá) de mel
  • ¼ de xícara (chá) de shoyu (molho de soja)
  • 1 colher (sopa) de vinagre de arroz
  • gergelim branco torrado a gosto
  • cebolinha fatiada a gosto

MODO DE PREPARO

1. Preaqueça o forno a 200 ºC (temperatura média). Separe uma assadeira grande.

2. Prepare a marinada: descasque, pique fino o alho e transfira para uma tigela grande; junte o mel, o shoyu, o vinagre e misture bem.

3. Acrescente as sobrecoxas na tigela da marinada e misture bem com as mãos para envolver a carne e a pele com a marinada. Cubra com filme e deixe em temperatura ambiente para marinar por 15 minutos.

4. Após o tempo da marinada, transfira as sobrecoxas para a assadeira com a pele virada para cima - reserve o líquido da marinada na tigela. Leve ao forno preaquecido e deixe assar por 20 minutos.

5. Passado os 20 minutos, retire a assadeira do forno e pincele as sobrecoxas com o líquido da marinada reservado. Volte ao forno e deixe assar por mais 10 minutos até caramelizar. Se o seu forno tiver a opção grill, deixe o frango assar por mais 5 minutos apenas, até caramelizar.

6. Retire as sobrecoxas do forno e sirva a seguir com gergelim torrado e cebolinha fatiada a gosto.


quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Trintei

Nunca imaginei que trintar seria tão difícil assim, que pesaria tanto, não costumo sofrer com as coisas e apesar de parecer tão bobo, mudar de década me assustou... São semanas imaginando o que será, o que deveria ser... o que é! Diversas coisas passaram pela minha cabeça, coisas que queria ter conquistado e ainda não tenho, coisas que nunca imaginei passar  e que já vivi, felicidades imensas, tristezas gigantes, grandes perdas... e cheguei a uma conclusão, tenho mais é que agradecer tudo o que Deus me permite viver, sempre tive uma família maravilhosa que me ama infinitamente e que sempre me proporcionou o melhor, me agreguei a outra família que hoje é minha também e já não me vejo sem, quero sempre todos por perto... amo muito! Fora aquela familiazinha que escolhi pra viver ao meu lado, no meu coração, que faz tanta falta e ao mesmo tempo tanta diferença em minha vida! Tudo isso me faz olhar pra trás e ver que apesar das tristezas que temos que passar pra evoluir, porque infelizmente as pessoas não são pra sempre e algumas passam a viver apenas no nosso coração... e em diversas memorias daquele tempo que foi tão bom! Essas três décadas me permitiram viver experiências mágicas.. espero continuar vivendo essas maravilhas ao lado da minha grande família, os de sangue e os de coração... obrigada por fazerem a diferença! Vcs são d+!

sábado, 12 de março de 2016

Relato de parto Marina

Há exatamente um ano minha vida mudou...
De repente queríamos ser pais! Alguns amigos já tinham filhos, mas nós não éramos nem casados. Por isso, decidimos não tocar no assunto e deixar esse sonho adormecido. Algum tempo depois, nos casamos e mais uma vez decidimos não tocar no assunto até completarmos um ano de casados, para poder “curtir” o casamento. Enfim, em outubro de 2013, conversamos e decidimos adiar por mais um tempo, por conta de outros projetos. No dia das mães, maio de 2014, parei o remédio, nos decidimos. Claro que demoraria, isso não acontece de uma hora pra outra, mas para nossa surpresa, dia 10 de julho senti falta da minha menstruação que sempre foi muito regular e estava atrasada há três dias. Foi aí que meu coração acelerou, o Vinicius Torres achou que era ansiedade da minha parte, mas aceitou que eu fizesse o exame para confirmar e relaxar, afinal era cedo para estar grávida, eu tomava remédios há mais de 10 anos e achávamos que isso contaria no processo. Estávamos no meio da Copa do Mundo, por isso não havia notado o atraso de três dias. Fiz o teste com uma amiga biomédica no local em que trabalho. Para confirmar fizemos três testes, e estava muito claro. Meu pingo de gente já estava na minha barriga... era tanta emoção que não cabia em mim. No mesmo dia organizamos uma baguncinha em casa, dissemos que era para comemorar o dia da pizza e na minha barriga um balãozinho de histórias em quadrinhos, desenhado com batom, dizia oi para os avôs e para os titios. Quanta alegria, que felicidade, foi comoção geral. Aos poucos a notícia foi se espalhando e só recebíamos boas vibrações. Mergulhamos de cabeça na minha gestação era uma delicia estar grávida. Poder ter e sentir meu pingo dentro de mim. O primeiro trimestre foi bem difícil, muitos hormônios invadiam meu corpo e me fizeram mal, muito mal, mas era bom, era por uma boa causa, valeria a pena. Esperamos o estralo do segundo trimestre que demorou a chegar, mas veio e aí só foram maravilhas, minha barriga crescendo, meu pinguinho prestes a ganhar nome e confirmar que Marina vinha aí. E o tempo passou rápido, muitos presentes, mimos, quarto novo, arrumação, busca pelo parto humanizado, estudo, doula, e aí encontramos o Paineiras e as Maris. A Mariana Petribú, minha doula, essa delicadeza de pessoa, essa grande amiga, ela nos ajudou muito, nos deu dicas e treinamentos. E 2015 chegou! Janeiro foi difícil, calor, nada pra fazer, fiquei muito nervosa, mas fevereiro logo se instalou e viajamos, foi ótimo. Terminamos tudo o que precisávamos e aí já era março. Comecei a finalizar o que havia começado para estar livre para uma nova e linda fase. Me cuidei: unha, cabelo, depilação. No dia 11, fizemos uma reunião com a Mari e as vovós participaram, foi gostoso, desenhamos a Marina na minha barriga e após essa tarde gostosa fomos ao Paineiras ouvir um relato sobre indução ao parto, gostaria de saber mais sobre o assunto, caso precisasse fazer uma. Ao nos despedir não sabíamos se chegaríamos ao próximo encontro. Com dó de tirar o desenho da barriga enrolei até às 23h30 para tomar banho e ao sair do chuveiro me sentei na cama para descansar, com 39 semanas já era difícil fazer tudo, apesar de não ter parado nada, mas acabei adormecendo. O Vi me acordou para que eu me ajeitasse na cama, e eu quis sorvete, mas ele me mandou descansar. Como sou teimosa levantei e fui tomar sorvete. Enquanto isso o Vi adormeceu. Eu me deitei e não conseguia dormir, algo me incomodava e quando notei eram contrações, como estavam próximas resolvi conferir e estava com contrações de 15 em 15 minutos. Era 00h35. Fiquei na cama sentindo minhas contrações ate as 3h30, quando senti vontade de ir ao banheiro e me dei conta que estava perdendo o tampão. Eu poderia estar em trabalho de parto. 4h resolvi ir ver TV na sala e o Vi acordou assustado, quando fui pegar o travesseiro no quarto, e quis saber o que estava acontecendo. Eu contei e ele se juntou a mim, mesmo depois deu ter afirmado que ele poderia continuar dormindo, pois eu estava bem. Estávamos felizes, radiantes, nossa princesa estava dando sinais de que chegaria. As 6h o Vi avisou a Mari que as contrações já estavam de 5 em 5 minutos. Mas que estávamos bem. Eu ficava na bola de pilates, no sofá, em pé, até comi um pão com nutella. Estava tudo bem eu só parava para respirar durante as contrações. Fui pro banho e o tempo entre as contrações diminuiu, era de 3 em 3 minutos. Novamente o Vi ligou para a Mari, apenas para informá-la, mas ela resolveu que viria aqui ver como estávamos. Fui pra cama descansar um pouco, pois havia passado a noite em claro, mas tudo que eu menos queria era descansar, estava curtindo tudo! Que delicia, minha bebê estava chegando... então a bolsa rompeu e a campanhia tocou, era a Mari. Só consegui dizer “oi” e abrir um sorriso e tudo começou... 7h50.
Parto ativo... quis ir para o banho de novo e quando saí fiquei no banheiro mesmo, tive uma leve queda de pressão e fui socorrida pela Mari. Ela e o Vi me massageavam durante as contrações e as dores, que agora eram dores de verdade, diminuíam. Lembro de ter perguntado se não era a hora de ir para a maternidade, mas ainda era cedo. Voltei para o quarto e tentei comer um pouco de mel, que me deu ânsia, então desisti. Estava em um mundo só meu e da Marina, sentindo-a cada vez mais perto, ouvia a respiração da Mari e copiava e sempre que possível relaxava porque eu lembrava que quando eu conseguia relaxar a dor diminuía. Comecei a sentir uma ardência e havia chegado a hora de ir para a maternidade. Tentamos, mas demorou para conseguirmos, as contrações eram longas e próximas, não conseguia me vestir, caminhar, apenas ficava de cócoras e deixava meu corpo e a Marina agirem. Mas depois de varias paradas, no corredor até o elevador, ao descer do elevador, antes de chegar ao carro, entrei no carro e seguimos rumo à Casa da Saúde. Ao descer do carro, em frente à maternidade, eu agachei mais uma vez. 9h20 fui para a temida sala de exames, morria de medo do exame de toque, mas acabei não sentindo nada, e na minha cabeça não teria dilatação e talvez pudesse pedir uma cesárea. Alias, em casa quando reclamei da dor a Mari me confortou falando que a banheira ajudaria e fui em busca de analgesia, mas para o meu espanto estava com dilatação total, a enfermeira viu até o cabelo da Marina. “Ai senhor, e agora? Ela vai ter que sair, não tem mais como desistir”. Acho que foi a primeira vez que eu pensei isso e me assustei, mas fomos para o quarto. Colocaram a banheira para encher e chamaram os médicos, Dr. Rogério, obstetra e Dr. Valnei, pediatra. O Vi ficou lá embaixo resolvendo a parte burocrática do parto e eu lá em cima rezando para dar tempo, para a Marina esperar o papai chegar, seria muito triste ele não estar presente, afinal ele acompanhou tudo, absolutamente tudo, consultas, exames... e ele chegou, mas a banheira nada de encher. Me perguntaram se eu queria sentar no banquinho e eu fui, rapidamente, depois da enfermeira colocá-lo mais perto de mim, pois achava que eu não chegaria até ele. O Vi se posicionou atrás de mim e assim, eu me encostei em seu peito. Nesse instante meu corpo fez força e parte da cabeça da Marina nasceu. Na mesma hora o obstetra entrou e pediu para eu não fazer força e esperar a próxima contração. “Já nasceu a orelha”, exclamou o médico. Nessa hora já não existia dor, apenas uma ardência, o pior já havia passado, ela estava chegando, chegando e chegou.... seu corpinho todo nasceu... e então eu gritei... o grito mais alto e mais profundo que existia em mim, do fundo da alma, um alivio, uma confissão, uma conquista. 9h53...“Conseguimos!”, exclamei. Era um misto de cansaço com vitoria, alegria, êxtase, amor! Nossa pequena estava em nossos braços e eu só pensava em como tudo isso era possível? Será realidade? Como Deus é bom! O milagre da vida aconteceu... ai... quanto amor. “Filha nós conseguimos, conseguimos, obrigada!”, não cansava de agradecer. “Obrigada Mari”, eu falei. E o Vi só conseguia chorar de alegria. Como nossa filha é linda, como ela veio parar em nossos braços? E foi assim que aprendi a ser mãe, assim conheci o amor mais puro do mundo, criou-se uma família, eu comecei a viver outra vida. E aí tudo começo... ligações, visitas, amamentação, amor, banho, noites em claro, alegrias!! A melhor vida que eu poderia ter.

terça-feira, 3 de junho de 2014

Coxa e Sobrecoxa de frango à camponesa

Aqui em casa é difícil uma receita de frango assado que agrade, mas essa nos surpreendeu, confiram:

Coxa e Sobrecoxa de à frango a camponesa 

 


Ingredientes

3 coxas  e 3 sobrecoxas de frango
suco de 1 limão
4 dentes de alho
2 cebolas
2 tomates
1 abobrinha
1 berinjela
2 folhas de louro
Ervas da sua preferência, eu usei salsinha
2 colheres (sopa) de azeite
sal e pimenta-do-reino a gosto



Modo de Preparo

Lave e seque bem os vegetais e as ervas. Descasque os dentes de alho, as cebolas e a cenoura; corte as cebolas em 4 pedaços, as cenouras em rodelas e mantenha os dentes de alho inteiros. Corte os tomates em 4 pedaços e retire as sementes. Coloque todos ingredientes preparados numa tigela grande.



Esfregue com suco de limão no frango para tirar a murrinha.

Tempere o frango com sal e pimenta-do-reino a gosto. Transfira para a tigela com os outros ingredientes e regue com o azeite. Leve à geladeira para marinar por no mínimo 2 horas.

Preaqueça o forno a 180ºC (temperatura média).


Num recipiente refratário, coloque os vegetais e as ervas por baixo e acomode as coxas e sobrecoxas de frango por cima. Regue tudo com o líquido que se formou na tigela.


Cubra com papel-alumínio e leve ao forno preaquecido para assar por 2 horas. Depois de 1 hora, retire o papel-alumínio e continue assando; isso faz com que as coxas fiquem douradas e com a pele crocante.


É possível incluir ou substituir os legumes que gostar, a receita original leva cenoura, que também fica divina na preparação, e não contém abobrinha e berinjela.

 
Receita do livro Panelinha da Rita Lobo.